Vai tocando a boiada o boiadeiro,
No lombo do seu cavalo ligeiro.
O seu berrante ecoava no espaço,
Era uma luta entre o peão e o gado.
Saíam cavalgando estrada adentro,
Correndo dos seus desencontros,
Ficando para trás as desventuras,
Lavando a vida como uma aventura.
Pelo estradão ia cantando sua toada,
Correndo, almejando a sua chegada.
Depois de sair correndo mundo afora,
Só queria repousar nos braços dela.
Nas cordas da viola tira o seu lamento,
Na madrugada fria sentia a sua falta.
A cada cantiga falava de suas feridas,
Usa a sua lida para esquecer a saudade.
Osvaldo Teles

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