quinta-feira, 24 de setembro de 2026

O bon vivant

Se piquei, já fui sem olhar para trás,

essas conversas não aguento mais.

Não tinha ouvido prosa ruim da peste,

isto, para mim, é um verdadeiro teste.


Nunca tive certeza alguma de nada,

não perco tempo com conversa fiada.

É coisa de quem não tem o que fazer,

pode acreditar, não vou me defender.


Pense em uma coisa linda: é a vida.

Escuto tudo sem dar uma só palavra.

Aprendi, no decorrer, a ser um bon vivant,

pelas pistas de dança vou deslizando.


Não me preocupo com o que estão falando,

só me preocupava com a beleza dos dias.

Falam mais, os problemas são só meus;

ao final, quem paga minhas contas sou eu.



Osvaldo Teles

Quero viver na paz

Pode ficar com a sua certeza,

que vou ficar com minha paz.

Vou lhe fazer uma gentileza,

sei, amigo, do que sou capaz.


Vou levando tudo numa boa,

nem pense que sou um à toa.

Pensei em um cabra valente,

por favor, não aperta a mente.


Nem transforme tudo em dor,

quero viver na paz e no amor.

Não troco tapas com ninguém,

mas nem sempre direi amém.


Está para nascer esse alguém,

vai depender do jeito que vem.

Rapaz, a cara que mainha beijou,

quero ver quem vai bater, bateu.


O seu troco essa pessoa vai ter,

o cabra macho está para nascer.

Não levarei desaforo para casa,

levar paulada desta vida basta.



Osvaldo Teles

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Misto de sonho e ilusão

Dos seus carinhos, a pele sente falta,

quando te vejo, meu coração ressalta.

A sua imagem está gravada na mente,

o meu corpo te deseja ardentemente.


A sua demora está provocando loucura,

estou doido para tocar as suas curvas.

Os desejos estão corroendo por dentro,

ó, amada, fostes na minha vida o centro.


Vem, que os braços pedem sua presença,

neste momento, um ser feliz pedia licença.

Vivia com você um mundo cheio de alegria,

sentia em seus toques toda a sua fantasia.


Provoca em meu ser uma grande euforia,

fui envolvido num misto de sonho e ilusão.

Minhas emoções não podiam ser contidas,

devolvendo a tranquilidade ao meu coração.



Osvaldo Teles

Descobri no Senhor

Não cabe mais em mim a felicidade,

Meu coração transborda de bondade.

Ampliei a minha capacidade de amar,

Estou pronto, Senhor, para te acalmar.


Me libertei de tudo aquilo que fez mal,

Descobri no Senhor um ser magistral.

Em cada ser vejo sua santíssima face,

Encontro nas suas palavras minha paz.


A criatura feliz com o Criador compraz,

Ajoelhado, de mãos prostradas, vou orar.

Em silêncio, vou me conectar com o Pai,

Quem segurou nas suas mãos não cai.


Retirando do ombro o peso dos castigos,

Dos meus caminhos vai tirando os perigos.

Caminhar contigo, os passos ficam leves,

Minhas jornadas se tornam mais breves.



Osvaldo Teles

terça-feira, 22 de setembro de 2026

As lembranças me castigam

Na mesa do bar afoguei o sofrimento,

Tentei esquecer os bons momentos,

Porém, as lembranças me castigam,

Na vitrola escuto a nossa cantiga.


Aquela que embalava nosso romance,

Estou te sentindo longe do meu alcance,

Como do nosso lance sinto a falta,

Esta dolorida saudade me maltrata.


De caminho mudei para não lembrar,

O seu aroma não queria respirar,

Tudo ao entorno me trazia de volta,

A dor do amor o meu coração corta.


O seu suave aroma do seu perfume,

No meu semblante, a tristeza assume,

Recordo todos os toques e carícias,

Tudo que fizemos juntos vem à tona.



Osvaldo Teles

Caminhei

Caminhei sobre as áreas da praia,

meus pensamentos livres voavam,

saem pairando como a livre águia,

a voar sobre as nuvens flutuavam.


Um ser paralisado na terra estava,

com o vento acariciando sua face;

era o antídoto para as suas dores,

apaziguava todas suas frustrações.


O coração aumenta sua palpitação,

dará cadência às longas passadas;

a alma vai sentindo sua aceleração,

dava velocidade à minha caminhada.


Encontrando a harmonia desejada,

livremente vão bailando os sonhos;

buscás um campo fértil para brotar,

para descansar da minha jornada.


A fadiga consumia eu e o parceiro,

quando enxergou a linha de chegada;

o final está próximo para o caminheiro,

depois de uma longa cavalgada.



Osvaldo Teles

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Noites em claro

Passava minhas noites em claro,

O silêncio no quarto era reinante.

Busco em seus braços o amparo,

Mas nada, amor, será como antes.


Ficava pensando em minha vida,

Quis apenas a sua compreensão.

Nunca tinha sido compreendido,

Me sentia só em meio à multidão.


Olhando para as paredes estava,

O seu retrato estava dependurado.

Por alguns instantes, a mente parava,

Deixando o meu coração acelerado.


Pensei que não ia chorar em vão,

Mas as lágrimas caíam sem cessar.

Isto tudo foi causado pelo seu não.


Não pude colocar em prática o amar,

Tive que conter os meus sentimentos,

Me causando um grande sofrimento.



Osvaldo Teles