Não tenho pressa, tudo passa,
Nem dá para ver pelo retrovisor.
Corri por demais, não tenho asa,
Fantasiava como um cara sonhador.
O tempo trouxe-me a minha calma,
Deixei para trás os meus traumas.
Sinto no corpo seus duros efeitos,
Não pude rever os meus conceitos.
Poderia ter vivido com intensidade,
Ter aproveitado a minha mocidade.
Tinha que levar tudo na maciota,
Preocuparei com o que importa.
Sem importar com o que está por vir,
Tentei buscar motivos para sorrir,
Mas já tinha recebido meu quinhão,
Seria a cota para viver neste mundão.
Osvaldo Teles

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