quinta-feira, 16 de abril de 2026

Não tenho pressa

Não tenho pressa, tudo passa,

Nem dá para ver pelo retrovisor.

Corri por demais, não tenho asa,

Fantasiava como um cara sonhador.


O tempo trouxe-me a minha calma,

Deixei para trás os meus traumas.

Sinto no corpo seus duros efeitos,

Não pude rever os meus conceitos.


Poderia ter vivido com intensidade,

Ter aproveitado a minha mocidade.

Tinha que levar tudo na maciota,

Preocuparei com o que importa.


Sem importar com o que está por vir,

Tentei buscar motivos para sorrir,

Mas já tinha recebido meu quinhão,

Seria a cota para viver neste mundão.



Osvaldo Teles

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