Sair para beber para lhe esquecer,
mas a cadeira vazia me lembra ela.
Sua bebida predileta o garçom serviu,
a nossa música tocava na vitrola.
O espelho do bar trazia de volta
o homem que era antes,
antes de lhe conhecer.
Os olhos brilhavam de felicidade,
hoje estão carregados de tristeza.
Até os sonhos deixei esquecidos,
morrendo aos poucos o menino;
pensei que continuava genuíno.
No ar estava impregnado seu aroma,
sua fisionomia carrego na memória.
Não tinha como não recordar a história
que um dia apaixonados vivemos.
Osvaldo Teles

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