quarta-feira, 8 de abril de 2026

Sair para beber

Sair para beber para lhe esquecer,

mas a cadeira vazia me lembra ela.

Sua bebida predileta o garçom serviu,

a nossa música tocava na vitrola.


O espelho do bar trazia de volta

o homem que era antes,

antes de lhe conhecer.

Os olhos brilhavam de felicidade,


hoje estão carregados de tristeza.

Até os sonhos deixei esquecidos,

morrendo aos poucos o menino;

pensei que continuava genuíno.


No ar estava impregnado seu aroma,

sua fisionomia carrego na memória.

Não tinha como não recordar a história

que um dia apaixonados vivemos.



Osvaldo Teles

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