O som das palavras ainda ecoa,
Sinto as lágrimas molhando a face.
Não estou encarando tudo na boa;
Para curar, vou enchendo o cálice.
Tens uma língua bastante afiada,
Causou no meu peito uma ferida.
Dos males de amor, eu padeço;
As mesas dos bares são o endereço.
Estou me tornando um ébrio,
Aos poucos, vou perder meu brio.
A esse amor puro me entreguei;
Amar era tudo que um dia sonhei.
Só pretendia amar e ser amado,
Podendo repousar ao seu lado.
O meu coração tentei te entregar;
O que fizeste comigo foi brincar.
Amor, por favor, me deixa te amar!
Não sei por que fui me apaixonar.
Vulnerável fiquei em suas mãos;
Só fizeste maldade com meu coração.
Osvaldo Teles

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