quinta-feira, 29 de outubro de 2026

O som das palavras

O som das palavras ainda ecoa,

Sinto as lágrimas molhando a face.

Não estou encarando tudo na boa;

Para curar, vou enchendo o cálice.


Tens uma língua bastante afiada,

Causou no meu peito uma ferida.

Dos males de amor, eu padeço;

As mesas dos bares são o endereço.


Estou me tornando um ébrio,

Aos poucos, vou perder meu brio.

A esse amor puro me entreguei;

Amar era tudo que um dia sonhei.


Só pretendia amar e ser amado,

Podendo repousar ao seu lado.

O meu coração tentei te entregar;

O que fizeste comigo foi brincar.


Amor, por favor, me deixa te amar!

Não sei por que fui me apaixonar.

Vulnerável fiquei em suas mãos;

Só fizeste maldade com meu coração.



Osvaldo Teles

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