sábado, 5 de julho de 2025

Dona insônia

Dona insônia devolve o meu sono 

A madrugada já está se findando 

Sinto na carne o seu abandono 

Queria sentir o seu calor brando 


As luz do novo dia já bate na janela 

Não aguento mais este desalento 

O sino anuncia o alvorecer na capela 

Fico trêmulo como estivesse no relento 


Venerando a face do novo amanhecer 

Os belos sonhos tarda em chegar 

A solidão no meu peito sinto prevalecer

Tateou sobre a cama e não consigo achar 


De sobressalto fico o coração atordoado 

Ao perceber que o seu lado está vazio 

Busco no vago a presença da minha amada 

Contudo o meu corpo fica trêmulo de frio 


No puleiro o galo dá os seus primeiros cantos 

A luz solar entra sorrateira pelas frestas 

Se não me segurasse derramava prantos 

Ao ver que a natureza desperta em festa 



Osvaldo Teles

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