Dona insônia devolve o meu sono
A madrugada já está se findando
Sinto na carne o seu abandono
Queria sentir o seu calor brando
As luz do novo dia já bate na janela
Não aguento mais este desalento
O sino anuncia o alvorecer na capela
Fico trêmulo como estivesse no relento
Venerando a face do novo amanhecer
Os belos sonhos tarda em chegar
A solidão no meu peito sinto prevalecer
Tateou sobre a cama e não consigo achar
De sobressalto fico o coração atordoado
Ao perceber que o seu lado está vazio
Busco no vago a presença da minha amada
Contudo o meu corpo fica trêmulo de frio
No puleiro o galo dá os seus primeiros cantos
A luz solar entra sorrateira pelas frestas
Se não me segurasse derramava prantos
Ao ver que a natureza desperta em festa
Osvaldo Teles

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