sexta-feira, 25 de julho de 2025

Negritude

Trago a negritude no sangue 

No peito bate um tambor africano 

A miscigenação mudou a cor da pele 

Fui levado a prática a Sincretismo religioso 

Para esconder a minha crença, a origem 


Sou filho de preto e não tenho vergonha 

Carrego a sina de uma descendência 

Marginalizado por ter a melanina acentuada 

Não venha pra cá dizer que é vitimismo


Sou fruto do descaso do poder dominante 

Por décadas me foi negado a educação 

Isto era a forma de me manter escravizado 

Retirando a consciência da minha mente 


No axé canto as máculas de uma sociedade 

Busco no canto nagô a minha ancestralidade 

Nas águas que me trouxeram lavo a minha dor 

Na dança do afoxé vou girando o mu

ndo 



Osvaldo Teles 


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