Trago a negritude no sangue
No peito bate um tambor africano
A miscigenação mudou a cor da pele
Fui levado a prática a Sincretismo religioso
Para esconder a minha crença, a origem
Sou filho de preto e não tenho vergonha
Carrego a sina de uma descendência
Marginalizado por ter a melanina acentuada
Não venha pra cá dizer que é vitimismo
Sou fruto do descaso do poder dominante
Por décadas me foi negado a educação
Isto era a forma de me manter escravizado
Retirando a consciência da minha mente
No axé canto as máculas de uma sociedade
Busco no canto nagô a minha ancestralidade
Nas águas que me trouxeram lavo a minha dor
Na dança do afoxé vou girando o mu
ndo
Osvaldo Teles

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