domingo, 6 de julho de 2025

Velhos tempos

 Velhos tempos que não voltam

Fui educado da forma antiga

A base da sabatina e palmatória

Não sou homem de duas caras

Curto e grosso sim, sim, não, não


Sou daquele tempo que a palavra

Valia mais que documento assinado

Um olhar tinha o poder de educar


Respeito pelos mais velhos era sagrado

A bênção aos mais velhos era obrigação

O pouco tempo que se tinha era festa

Tudo era motivo para muita diversão


O que tinha era suficiente para ser feliz

Não era muito mas era bem dividido

As brincadeiras corriam soltas só alegria

O babinha no final da tarde com os amigos


Quem dera voar nas asas do tempo e voltar

A era das fantasias do menino sonhador

Hoje sou fruto do que vive na infância

Dos ensinamentos que minha mãe me deixou



Osvaldo Teles 


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