Na vida noturna fiz as minhas procuras;
Nas mesas do bar tentei lhe encontrar.
Busquei na bebida as minhas curvas,
Fazendo o pensamento se desencontrar.
Desejava que continuasse a me amar.
Degustei, gota a gota, as minhas mágoas;
Destilei, aos poucos, as doídas lágrimas.
No olhar ficaram expressas as tristezas.
Tinha perdido todas as minhas certezas,
Jamais esperava o seu triste adeus.
Essa despedida doeu em mim por demais;
O amor ainda fervilhava dentro de mim.
Doído, o meu coração ficou sangrando.
Tentei primeiro cuidar da minha felicidade,
Mas estava ligado ao meu amor-próprio.
Tentei não chorar a sua indiferença. Te amei.
Osvaldo Teles

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