segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Na mesa do bar

Na mesa do bar tentei curar as dores,

as lágrimas caíam copiosas, chorando.

Depois de consumir algumas doses,

tinha perdido todos os meus comandos.


As feridas ainda não cicatrizadas,

teu “não” levou-me a tornar-me um ébrio.

A cada dose abalava o meu brio,

brincaste com o meu sofrido coração.


Não sabias o tamanho da minha paixão,

acabei perdendo o contato com o mundo real.

Só enxergava em você um ser magistral.

Garçom, por favor, coloca uma dose de pinga!


Eu pretendo esquecer aquela rapariga,

ela já me fez derramar lágrimas demais.

Por causa dela um cachaceiro me tornei,

tentando encontrar em mim o homem que fui.


Mas me transformei e não consigo encontrar,

vou buscar num passado inexistente,

fruto de uma mente doente, que não existe.

Te dei amor, e teu ciúme doente acabou.



Osvaldo Teles

Nenhum comentário:

Postar um comentário