Vou encarar o dente na cachaça,
Pretendo enfiar os dois pés na jaca.
Não estarei nem aí com o que ela acha,
De qualquer jeito, sóbrio, me ataca.
Estou de saída, só volto no raiar do dia.
Vamos dar um tempo, por favor, para.
O que eu não queria era te sufocar,
Tomarei todas até me embriagar.
A vida é minha, vou fazer o que quiser,
O povo não tem nada a ver com isso.
Já foste, para mim, o meu vício,
Esse vício já não carrego comigo.
Vou esquecer do seu endereço,
Pretendo ter um novo recomeço.
Lágrimas me fizeste derramar,
Agora vai ser a sua vez de chorar.
Garçom, deixa a garrafa na mesa,
Por favor, desce mais uma cerveja.
Na borda do copo coloca uma cereja,
É hoje que vou beber toda a breja.

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