Cavalgamos juntos em velocidade,
éramos dois seres; por alguns
momentos, éramos um só,
sentindo no rosto o vento
da nossa liberdade.
Não havia hostilidade,
hábios, cortávamos o estradão.
Às vezes, soltei as rédeas.
A viola ia gemendo nas mãos,
o violeiro tocava sua canção.
Como raios, era eu e o mangalarga;
solitários, nós dois viajamos,
deixando de lado minha carga.
O sopro da brisa na face
ia aliviando as tensões da viagem.
Pude apreciar as belezas à margem.
Sigo a estrada sem saber o paradeiro,
me tornei um verdadeiro aventureiro.
Deixei para trás a linha do horizonte,
não vejo mais nada à minha frente.
Osvaldo Teles

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