Vamos para o terreiro, vamos sambar,
o sol está quente, vamos refrescar.
A alegria é grande, dá para contagiar,
a colheita foi boa, dá para a gente festejar.
O pandeiro está comendo no centro,
lá do fundo vai saindo o coro,
a cantoria vai ecoando no espaço,
da tristeza só ficam os seus traços.
Nos quadris vem o seu molejo,
depois de sairmos do pelejo,
os dedos desfilando no pandeiro,
quero ver quem entra na roda primeiro.
Os movimentos tomam conta do corpo,
dando leveza aos nossos passos,
parece que voamos como pássaros,
as batidas dão ritmo às passadas.
Osvaldo Teles

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