A Escravidão Depois da Libertação
Introdução
Os escravos foram libertados e ficaram à Deus-dará, mas muitos voltaram para servirem aos seus antigos senhores por um prato de comida. Enquanto isso, estrangeiros ganharam benefícios, e os seres humanos que foram escravizados foram para os quilombos. Seus descendentes, ainda hoje, sofrem as consequências desse abandono histórico.
---
O mito da liberdade
A abolição, apesar de celebrada, não trouxe reparação.
Os que haviam construído o país com o próprio sangue não receberam terras, educação ou garantia de trabalho.
Enquanto isso:
Políticas públicas favoreceram imigrantes;
Ofereceram moradia, salários e oportunidades;
Direitos negados aos que já estavam aqui há séculos.
---
Desigualdade nas cidades e no campo
Nas cidades, a população negra foi empurrada para as periferias, criando bolsões de pobreza que permanecem até hoje.
No campo, muitos permaneceram em relações servis, trabalhando de sol a sol em troca de quase nada — como se a assinatura da lei não tivesse mudado a realidade concreta de suas vidas.
---
Racismo estrutural: a herança amarga
O racismo estrutural consolidou-se como uma marca profunda na sociedade brasileira:
Invisível para uns;
Dolorosamente evidente para outros.
A falta de acesso à educação, à saúde e à justiça não é fruto do acaso, mas consequência direta de séculos de exploração e abandono.
---
A resistência negra
Ainda assim, resistiram.
A resistência se manifestou:
Nos quilombos,
Nas periferias,
Nos movimentos sociais,
Na arte,
Na música,
Na literatura,
Nas ruas.
A população negra escreveu e continua escrevendo sua própria história — com coragem, dignidade e a luta permanente por direitos negados por tanto tempo.
---
Conclusão: um chamado à consciência
O artigo segue, então, como um convite à reflexão:
Entender o passado é reconhecer que a liberdade, para ser verdadeira, precisa vir acompanhada de:
Igualdade,
Reparação,
Justiça.
Somente assim a abolição poderá, um dia, cumprir sua promessa.

Nenhum comentário:
Postar um comentário