sábado, 29 de novembro de 2025

A escravidão depois da libertação

 A Escravidão Depois da Libertação


Introdução


Os escravos foram libertados e ficaram à Deus-dará, mas muitos voltaram para servirem aos seus antigos senhores por um prato de comida. Enquanto isso, estrangeiros ganharam benefícios, e os seres humanos que foram escravizados foram para os quilombos. Seus descendentes, ainda hoje, sofrem as consequências desse abandono histórico.


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O mito da liberdade


A abolição, apesar de celebrada, não trouxe reparação.

Os que haviam construído o país com o próprio sangue não receberam terras, educação ou garantia de trabalho.


Enquanto isso:


Políticas públicas favoreceram imigrantes;


Ofereceram moradia, salários e oportunidades;


Direitos negados aos que já estavam aqui há séculos.


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Desigualdade nas cidades e no campo


Nas cidades, a população negra foi empurrada para as periferias, criando bolsões de pobreza que permanecem até hoje.


No campo, muitos permaneceram em relações servis, trabalhando de sol a sol em troca de quase nada — como se a assinatura da lei não tivesse mudado a realidade concreta de suas vidas.


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Racismo estrutural: a herança amarga


O racismo estrutural consolidou-se como uma marca profunda na sociedade brasileira:


Invisível para uns;


Dolorosamente evidente para outros.


A falta de acesso à educação, à saúde e à justiça não é fruto do acaso, mas consequência direta de séculos de exploração e abandono.


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A resistência negra


Ainda assim, resistiram.


A resistência se manifestou:


Nos quilombos,


Nas periferias,


Nos movimentos sociais,


Na arte,


Na música,


Na literatura,


Nas ruas.


A população negra escreveu e continua escrevendo sua própria história — com coragem, dignidade e a luta permanente por direitos negados por tanto tempo.


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Conclusão: um chamado à consciência


O artigo segue, então, como um convite à reflexão:


Entender o passado é reconhecer que a liberdade, para ser verdadeira, precisa vir acompanhada de:


Igualdade,


Reparação,


Justiça.


Somente assim a abolição poderá, um dia, cumprir sua promessa.




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