Quando desembarco na estação,
Sou abraçado pelas lembranças,
Reabrindo as feridas do coração,
O meu passado vindo à cabeça.
O que está gravado na memória,
O quanto ali tive muita felicidade.
As minhas aventuras foram muitas,
Muito mais que as desventuras.
Pude sentir o aroma do orvalho,
Ouvir os passarinhos nos galhos.
Ali estava a minha reminiscência,
Regresso aos tempos de infância.
O coreto era o portal da felicidade;
Para voar, a ilusão me dá capacidade.
Viajava, tudo para mim era possível,
Tinha ao meu lado o real invisível.
Osvaldo Teles

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