A saudade fere o peito e faz chorar.
Às vezes, não dá tempo para voar;
nos leva a um passado distante,
vai abrindo as cicatrizes existentes.
A danada vem rasgando o coração,
fazendo-nos perder a nossa noção.
É como se a mente voasse no tempo,
abrindo à nossa frente um vasto campo.
Botando à prova a inconsciência,
em busca da origem da existência.
As lágrimas escorrem, o coração bate,
descompensadas ficam nossas emoções.
No compasso das nossas lembranças,
ela chega abraçando sem ter braços,
maltratando sem dó e sem piedade,
retirando de nós a nossa sanidade.
Osvaldo Teles

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