quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Quem me dera

Quem me dera poder andar nas ruas

Que brinquei nos tempos de criança.

As travessuras corriam livres e soltas,

Meu subterfúgio para homem adulto.


Adorava acordar pelo canto do galo

E com a bela cantoria dos pássaros.

Levantava com a natureza em festa,

Festejando a graça do novo alvorecer.


Até a lida ficava muito mais leve.

A única preocupação era ser feliz.

Tudo ganhava um misto de fantasia,

Tirando o peso das dificuldades.


Onde o grande sonho do menino

Era conquistar o fantástico mundo.

Foi ao espaço com a força imaginária,

Sem medo algum do que me espera.


O inesperado era o que causava fascínio

Quando a vida me dava suas lapeadas.

Quantos ensinamentos ela me trouxe...

Encontrava aconchego no colo de mainha.



Osvaldo Teles

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