Quem me dera poder andar nas ruas
Que brinquei nos tempos de criança.
As travessuras corriam livres e soltas,
Meu subterfúgio para homem adulto.
Adorava acordar pelo canto do galo
E com a bela cantoria dos pássaros.
Levantava com a natureza em festa,
Festejando a graça do novo alvorecer.
Até a lida ficava muito mais leve.
A única preocupação era ser feliz.
Tudo ganhava um misto de fantasia,
Tirando o peso das dificuldades.
Onde o grande sonho do menino
Era conquistar o fantástico mundo.
Foi ao espaço com a força imaginária,
Sem medo algum do que me espera.
O inesperado era o que causava fascínio
Quando a vida me dava suas lapeadas.
Quantos ensinamentos ela me trouxe...
Encontrava aconchego no colo de mainha.
Osvaldo Teles

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