sábado, 8 de novembro de 2025

Quarto vazio

Neste quarto vazio, me invade a solidão.

A cama fria queria os toques das mãos.

O corpo fica trêmulo, sentindo a tua falta;

Essa solidão é cortante e me maltrata.


O elo com a minha sensatez está partido;

Me apego ao fio da esperança e quebro.

A sua ternura está a curar a minha ferida;

Procuro, no escuro, a sua doce presença.


Vou madrugada adentro lutando sozinho.

Pretendia mudar as regras do jogo; perdi.

O delírio me fazia ouvir a voz do tempo;

Na minha face ele deixou suas marcas.


Procuro, nas lacunas, minhas perguntas.

A noite finda, vem o esplendor do dia.

A sua suavidade até parece uma poesia;

Vamos costurar a suavidade da vida.


A frieza me corta como fios de navalhas,

Abrindo, no espaço, o meu coração vazio.

O corpo treme, parece que está de calafrio,


Chegando a dar volta entre os dois mundos.

Procuro a certeza do meu belíssimo viver;

Em algum lugar do passado está escondido.



Osvaldo Teles

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