Neste quarto vazio, me invade a solidão.
A cama fria queria os toques das mãos.
O corpo fica trêmulo, sentindo a tua falta;
Essa solidão é cortante e me maltrata.
O elo com a minha sensatez está partido;
Me apego ao fio da esperança e quebro.
A sua ternura está a curar a minha ferida;
Procuro, no escuro, a sua doce presença.
Vou madrugada adentro lutando sozinho.
Pretendia mudar as regras do jogo; perdi.
O delírio me fazia ouvir a voz do tempo;
Na minha face ele deixou suas marcas.
Procuro, nas lacunas, minhas perguntas.
A noite finda, vem o esplendor do dia.
A sua suavidade até parece uma poesia;
Vamos costurar a suavidade da vida.
A frieza me corta como fios de navalhas,
Abrindo, no espaço, o meu coração vazio.
O corpo treme, parece que está de calafrio,
Chegando a dar volta entre os dois mundos.
Procuro a certeza do meu belíssimo viver;
Em algum lugar do passado está escondido.
Osvaldo Teles

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