O vento assobiava suave,
acariciando a minha face.
Me trazia a antiga canção,
batia forte em meu coração.
Vou na cadência do cotidiano,
a alma para o céu se abre.
Vou cedendo à minha realidade,
a minha felicidade contraponto.
Repondo velhas lembranças,
o frescor da manhã é a receita.
Nesse ritmo meu corpo dança,
a cantiga das cigarras enfeita.
Na rede meu corpo se balança,
sentindo a brisa do amanhecer.
Sinto o tempo passar preguiçoso,
os pensamentos ficam morosos.
Absorvendo a maresia do novo dia,
a harmônica sinfonia dos cardeais
vai embalando as minhas fantasias.
Livre, o meu ser alado sai voando.
Osvaldo Tele

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