segunda-feira, 17 de novembro de 2025

O vento

O vento assobiava suave,

acariciando a minha face.

Me trazia a antiga canção,

batia forte em meu coração.


Vou na cadência do cotidiano,

a alma para o céu se abre.

Vou cedendo à minha realidade,

a minha felicidade contraponto.


Repondo velhas lembranças,

o frescor da manhã é a receita.

Nesse ritmo meu corpo dança,

a cantiga das cigarras enfeita.


Na rede meu corpo se balança,

sentindo a brisa do amanhecer.

Sinto o tempo passar preguiçoso,

os pensamentos ficam morosos.


Absorvendo a maresia do novo dia,

a harmônica sinfonia dos cardeais

vai embalando as minhas fantasias.

Livre, o meu ser alado sai voando.



Osvaldo Tele

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