segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Armei a rede

Armei a rede na sombra do cajueiro

Para ficar no chamego com a amada,

Mas o destino é muito trapaceiro,

Ele quis me armar uma grande cilada.


No balanço do vento me encontro;

De longe, ele traz minhas lembranças,

Soprando aos ouvidos a sua melodia;

Dentro dessas fantasias, me perdia.


Desse jeito vou compondo a  história,

No balanço da rede, o ilusório viajava.

Sozinho ficava, com o corpo inerte,

No silêncio, o pensamento balançava.


Sorrir ou chorar faz parte da existência;

Neste instante, a ilusão era dominante.

Viver neste mundo se tornou uma arte:

Entre o sonho e o real, há um contraste.



Osvaldo Teles

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