Armei a rede na sombra do cajueiro
Para ficar no chamego com a amada,
Mas o destino é muito trapaceiro,
Ele quis me armar uma grande cilada.
No balanço do vento me encontro;
De longe, ele traz minhas lembranças,
Soprando aos ouvidos a sua melodia;
Dentro dessas fantasias, me perdia.
Desse jeito vou compondo a história,
No balanço da rede, o ilusório viajava.
Sozinho ficava, com o corpo inerte,
No silêncio, o pensamento balançava.
Sorrir ou chorar faz parte da existência;
Neste instante, a ilusão era dominante.
Viver neste mundo se tornou uma arte:
Entre o sonho e o real, há um contraste.
Osvaldo Teles

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