De manhã cedo pego a enxada.
Era de sol a sol, luta pra sobreviver.
Era um leão abatido a cada dia,
E vou puxar cobra para os pés.
Arando a terra para a plantação,
Pingado, a conta-gotas cai o suor.
O suor vai regando a esperança.
Puta que pariu, que vida difícil!
Os trompaços não ficavam de pé.
O que seria se não fosse minha fé?
O matuto buscava forças no Senhor,
Muitas vezes para curar as dores.
O caboclo entoa ao Senhor louvores,
Olhando para o céu pedindo clemência,
Contemplativo vendo a vida ressurgir.
A imagem cinzenta fica verdejante.
Osvaldo Teles

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