terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Vida difícil

De manhã cedo pego a enxada.

Era de sol a sol, luta pra sobreviver.

Era um leão abatido a cada dia,

E vou puxar cobra para os pés.


Arando a terra para a plantação,

Pingado, a conta-gotas cai o suor.

O suor vai regando a esperança.

Puta que pariu, que vida difícil!


Os trompaços não ficavam de pé.

O que seria se não fosse minha fé?

O matuto buscava forças no Senhor,

Muitas vezes para curar as dores.


O caboclo entoa ao Senhor louvores,

Olhando para o céu pedindo clemência,

Contemplativo vendo a vida ressurgir.

A imagem cinzenta fica verdejante.



Osvaldo Teles

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