O sol castiga o meu sertão,
deixando o solo rachado.
Se a chuva não molhar o chão,
nada poderá ser plantado.
O solo fica duro, não pode;
o sertanejo será castigado.
Perdi os sentidos, alucinei
ao ver o gado emagrecido.
As galinhas caindo no quintal,
a cena era desanimadora.
Meu cavalo era pele e osso;
ao olhar, só dava desgosto.
As feias bonecas de milho
morriam esturricadas no pé.
Nem as rezas tiveram efeito;
implorei até para São José.
Olhei para o céu e perguntava:
“Pai, para que tanto sofrimento?”
Tinha hora que não aguento,
só quero ter sua benevolência.
Osvaldo Teles

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