De repente vêm as lembranças,
Chegam com as suas cobranças,
Carregadas de saudades,
Vindo à mente a minha mocidade.
Onde o andar tinha velocidade,
Com o tempo perdi a jovialidade.
Cada passo encurta a distância,
Fazendo-me perder a consciência.
Sinto as minhas ideias dormentes,
No presente só sinto as correntes.
O portal para o passado foi fechado,
O meu futuro não me pertence.
Não tenho como retroceder o tempo,
Só vai depender dos contratempos.
A saudade vai castigando o coração,
Assim me sinto atado ao meu chão.
Osvaldo Teles

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