Ecoavam os tambores africanos
nos terreiros brasileiros, livres.
Os cantos de liberdade ecoavam
no som do agogô ao canto nagô.
Força e resistência são a herança
de um povo que não se curvou.
Seus bravos guerreiros lutaram,
batalharam e nunca se entregaram.
O grito de liberdade estava preso;
os Malês soltaram os seus brados.
Os seus sonhos encontraram Zumbi;
nossa revolução estava formada.
À espera da assinatura da Lei Áurea,
na dança da capoeira eles lutaram.
Os poetas abolicionistas declamavam
seus belíssimos poemas de protesto.
Um dia depois da libertação, estavam
livres e sem saber o que iam fazer.
Saíram com suas trouxas na cabeça,
foram libertados sem eira nem beira.
Osvaldo Teles

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