terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Sair de fininho

Sair de fininho,

pisando mansinho,

para não ser notado.

O bar estava lotado.


Só tinha fura-olho,

só ouvia: “desce mais uma”.

A mesa estava cheia,

era cerveja e cachaça.


A farra era grande,

era muito goró.

Ia ficar tudo para eu pagar,

minha carteira


estava quase vazia.

Não esperei a saideira,

pulei fora do barco,

não ia ficar


para lavar pratos.

Os caras estavam

todos duros.

Não sou burro

para pagar a conta.



Osvaldo Teles

Nenhum comentário:

Postar um comentário