Sair de fininho,
pisando mansinho,
para não ser notado.
O bar estava lotado.
Só tinha fura-olho,
só ouvia: “desce mais uma”.
A mesa estava cheia,
era cerveja e cachaça.
A farra era grande,
era muito goró.
Ia ficar tudo para eu pagar,
minha carteira
estava quase vazia.
Não esperei a saideira,
pulei fora do barco,
não ia ficar
para lavar pratos.
Os caras estavam
todos duros.
Não sou burro
para pagar a conta.
Osvaldo Teles

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