Não me venha com essa história
De que o trabalho dignifica o homem.
A luta pela sobrevivência escraviza;
Gosto mesmo é de viver no ócio.
O meu trabalho é gerador de riqueza,
Mas eu, pião, continuo na pobreza.
O patrão todo ano troca de carro,
Continuarei pegando o buzão lotado.
Saio de férias e não posso nem ir ali,
O patrão todo ano viaja para o exterior.
Me chame de vagabundo quem quiser,
Gostaria de levar a vida na maciota.
Adoro mesmo é a prática do nadismo,
Até pode me chamar de preguiçoso.
Não gosto de ser forçado a fazer
O que não quero; gosto de liberdade.
Osvaldo Teles

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