domingo, 21 de dezembro de 2025

Gosto do ócio

Não me venha com essa história

De que o trabalho dignifica o homem.

A luta pela sobrevivência escraviza;

Gosto mesmo é de viver no ócio.


O meu trabalho é gerador de riqueza,

Mas eu, pião, continuo na pobreza.

O patrão todo ano troca de carro,

Continuarei pegando o buzão lotado.


Saio de férias e não posso nem ir ali,

O patrão todo ano viaja para o exterior.

Me chame de vagabundo quem quiser,

Gostaria de levar a vida na maciota.


Adoro mesmo é a prática do nadismo,

Até pode me chamar de preguiçoso.

Não gosto de ser forçado a fazer

O que não quero; gosto de liberdade.



Osvaldo Teles

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