sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Varava a noite

Varava a noite na porta do bar,

querendo encontrar o belo amar.

Ao amor de mesa de bar, entrego;

a conta-gotas esse amor rego.


O que há de puro dentro de mim,

sei que tudo na vida tem um fim.

Nas madrugadas, minha solidão

nunca terá espaço no meu coração.


Encontrei uma paixão por inteira;

não serás a minha companheira.

Por muito tempo derramei lágrimas;

procurei no braço da dama a calma.


O amor que tinha dado não foi suficiente

para dar vida longa ao amor da gente.

Pensei em cair nos braços da primeira,

a paixão nos dando a flechada certeira.



Osvaldo Teles

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