Varava a noite na porta do bar,
querendo encontrar o belo amar.
Ao amor de mesa de bar, entrego;
a conta-gotas esse amor rego.
O que há de puro dentro de mim,
sei que tudo na vida tem um fim.
Nas madrugadas, minha solidão
nunca terá espaço no meu coração.
Encontrei uma paixão por inteira;
não serás a minha companheira.
Por muito tempo derramei lágrimas;
procurei no braço da dama a calma.
O amor que tinha dado não foi suficiente
para dar vida longa ao amor da gente.
Pensei em cair nos braços da primeira,
a paixão nos dando a flechada certeira.
Osvaldo Teles

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